FrevoARIANO – O GALO DA MADRUGADA NO AUTO DE ARIANO -2014

Declamaria

RECIFE “ARIANOU” DE VEZ!

Sentir o luar no Marco Zero,

O vento e brisa do rio Capibaribe e

Não ver a hora passar!

Bailar até te encontrar

Desejar o amor ardente,

Até você se revelar

No frevo pra mim.

Sonho de verão

Carnaval, mais um novo São João!

Um Recife inteiro de explosão!

De cor, alegria, festa, amor, paixão.

Baião de nós dois,

For all, Maracatu, Côco,

Meu olhar em ti

No “Rasta Pé” te sentir.

Em Dona Lindú “Arianear” ao entardecer

Frevo no Marco Zero à noite

O Galo da Madrugada de manhã..

à tarde e até o cair do dia…

Até o cansar da embolada.

E se tudo pareceu findar

Tem Castelo de Brennand

Exposição para “Arianear” e,

Viajar no tempo…

De guerras, invasões e armas!

Ou nos contos do Sertão

Da vida, da luta e do prazer

Que é viver,

E contigo estar,

Num casamento secular ou…

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Borboletas

Borboleta amarela,

pousou na janela,

sussurrou sobre ela,

batendo asas, seguiu.

 

Borboleta Roxa,

olhou para moça,

é ele seu moço,

que tem alvoroço.

segue o tempo,

borboleteia adventos,

de um novo tempo,

de se ver em si.

 

E poeta dormindo,

descreveu o sonho,

sorriu pequenino,

e seguiu a sonhar.

Borboletas, borboletas

que sonho de freira.

 

 

Rosas de Algodão

Declamaria

Rosas de Algodão

Desfaleço todos os dias aguardando você…

Nessa espera asfixiante

Senti a agonia de não te ter

Sonho acordada,

Com estrelas saltitando em constelação…

Comemorando nós dois, ungidos

Coloquei-me em tuas mãos,

Um destino. Um só futuro

Só para ouvir a música do teu coração e

O amor que transpiras e suspiras,

A beleza que em tu’alma cintila e

Apenas sintonizar a canção

Que me calma, inspira…

Com os acordes de tua melhor emoção

Agora também em minhas mãos!

Rosas de algodão!

Marta Nascimento, 13 de novembro de 2014, Governador Valadares-MG

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A poesia soletrou.

Da pedagogia do ditado

Pra entender o ditador.

Da pedagogia do oprimido,

pra entender o opressor.

 

Diriam que é método,

que todos estão certos,

mas carregam valores.

Pesos, Euros, Dólares.

Torpor…

 

Quanto custa uma poesia,

um emblema, uma fantasia,

um ícone, um mico,

um interstício.

Tempos de recrutamento,

on-line, massivo,

a todo momento

aprenderemos?

Economia da Informação,

desperdício de palavras,

entrar no fluxo,

evitareis os sustos,

da esfera semântica,

Algorítmico ou não.

 

Estamos todos classificados,

não unificaram os sinos,

os sinais, os significados.

Em algum lugar,

nesse instante,

desorientados caminham armados,

humanos desumanizados,

quiçá a economia de palavras,

esse grito primitivo,

conseguiria alcançar.

Ocupar um pouquinho seus olhos,

tocar seu coração,

melosos acordes, rufados

Arranco de sua mão,

essa prótese de pólvora,

e a ele ensino,

sementes, cultivadas,

sentido da vida. Suas mãos,

reconstruir a criação.

E proclamar em sua mente,

o milagre da vida,

que a ciência dispõe,

aquela questão.2016-11-08-19-28-41